A Última Gota de Escuridão - Capitulo 19

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A Sexta Opção – Parte 1 

POV: Dário Khalil

Enquanto o terrorista fazia seu pequeno show na frente da câmera, um grande baque reverberou pelo domo, seguido de outro e mais outro. Todos pararam o que estavam fazendo – incluindo o terrorista – e olharam na direção do barulho, em tempo de ver uma pequena rachadura aparecer na barreira.

Chamas negras atravessaram pelo buraco e logo um novo vulto incandescente se formou do lado de dentro. 

Os olhares ansiosos das vítimas que ainda tinham esperança de que fossem ser resgatados perderam o brilho e desistiram.

Era outro espectro da escuridão. Dessa vez, o mais notório de todos. Aquele que nunca tinha sido capturado desde que apareceu pela primeira vez e sempre ajudava outros espectros a fugirem.

Dário forçou seu caminho para dentro do domo sentindo sua cabeça ranger de dor. As sinas de aprisionamento que ainda o detinham apertavam com força cada parte de seu corpo. Era difícil e extremamente doloroso se mover.

Mesmo sofrendo com a tortura de ir contra uma ordem direta de Gabriel, ele não podia deixar aquela situação se desenrolar sem fazer nada.

O cretino em sua frente iria jogar fora todo o esforço que ele tinha tido nos últimos meses para fazer as pessoas questionarem os boatos de que espectros da escuridão seriam indiscutivelmente do mal.

Foi então que Dário percebeu as duas vítimas que ainda estavam seguras entre as garras do terrorista. Eles estavam praticamente irreconhecíveis, mas ele ainda pôde perceber de quem se tratava.

Sem pensar duas vezes, Dário chicoteou com as mãos e lâminas de fogo saíram voando da ponta de seus dedos em direção a ele.

— Oh… — O terrorista se virou na direção de Dário com um sorriso macabro no rosto. Qualquer um teria dificuldade de esquivar de um ataque daqueles, mas ele moveu os braços para frente, se colocando atrás dos reféns.

Dário contraiu os olhos e imediatamente controlou a direção das lâminas de fogo, que evitaram por pouco André e Sarah. A mais baixa passou rente ao chão cavando uma cratera até se dissolver completamente, já a segunda, Dário conseguiu controlá-la o suficiente para penetrar por uma brecha ao lado de Sarah e atingiu em cheio o ombro de seu captor, até sair por suas costas e se desfazer em nada.

— Uau, que assustador… — o vulto de névoa riu sem dar a mínima para o rasgo que teria partido qualquer um em dois.

As pupilas de Dário se dilataram. Pelo visto, as coisas seriam bem mais complicadas do que pareciam. Além de não se incomodar com dano mágico, aquele cara era treinado. O jeito era se aproximar o suficiente e partir pro corpo a corpo. O problema era se aproximar sem colocar em risco a vida dos dois reféns.

— Quanta violência… — o vilão voltou a encarar a câmera como se apresentasse um show — Olha só o que nós temos aqui. Veio se juntar à festa? Vou até acender uns fogos de artifício…

Com um movimento da cabeça do terrorista, o meteoro conjurado sob os prédios que tinha sido paralisado no meio do ar por conta da última magia de Sarah, se libertou de seus grilhões e voltou a despencar mirando no grupo de pessoas que ainda não tinham conseguido fugir.

Os olhos de Dário se contraíram mais ainda. Dário surgiu no ar, imediatamente na frente do meteoro. As chamas em seu corpo se espalharam com um rugido cobrindo completamente o ataque adversário, que explodiu quase ao mesmo tempo. 

As chamas expandiram-se com a dilatação da explosão e logo em seguida começaram a contrair, engolindo de vez a energia liberada e se dissipando como se não fosse nada demais.

— Oho!!! — o terrorista exclamou com alegria na voz parecendo estar se divertindo. Se estivesse com as mãos livres, talvez até batesse palmas — Que espetáculo esplêndido. Então, posso presumir que você veio aqui roubar minhas presas…

Sem desviar os olhos do terrorista, Dário pousou lentamente, se colocando entre ele e as demais vítimas caídas ao chão. Depois apontou para André e Sarah deixando claro que os queria de volta, enquanto caminhava na direção dele.

— Tsc, tsc… — o terrorista estalou a língua — Você está sendo muito guloso, não acha? — Erguendo uma das mãos, exibiu o corpo frágil de Sarah e apertou um pouco mais a mão. Fios de sangue começaram a escorrer onde a ponta de suas garras entraram na pele da garota. Sarah gemeu e contorceu o rosto, sem mais forças para reagir — Veja bem, não que eu me importe, mas tem certeza que vai querer se aproximar mais?

Dário parou. Ele não podia arriscar a vida da melhor amiga de Mirian com uma ameaça óbvia. Muito menos a do irmão dela.

— Hahahahahaha! — O terrorista gargalhou — Não esperava que você fosse ser um cara tão legal que se preocupa com o bem estar dos mais fracos… e ainda assim, eu não acho que tenha alguém aqui feliz em te ver.

Dário dedicou uma parcela de sua atenção para olhar as pessoas que estava tentando proteger e como esperado, estavam todos ainda mais aterrorizados com sua presença.

— O notório Nox…. Você não está esperando que eles sejam gratos, está? Por que seria um desperdício… — o terrorista começou a desfilar arrastando André e Sarah pelo pescoço. — Além do mais, você está sozinho. Uma pessoa não pode abraçar o mundo com as pernas sozinha. Vai ter que fazer escolhas.

Dário tinha que reconhecer que o cara estava certo. Não havia forma de tomar a iniciativa sem colocar a vida dos dois colegas em risco. Até mesmo os passos inconsequentes do terrorista foram para se reposicionar de forma mais vantajosa para um confronto direto. Estrategicamente falando, a melhor escolha seria sacrificar os dois reféns nas mãos do terrorista para capturá-lo, em troca da segurança da maioria. Mas Dário não podia escolher esse caminho, e o terrorista estava contando com isso.

— Oh, e eu ainda posso melhorar o jogo… — o terrorista riu dando mais um passo, mas dessa vez, o braço que carregava Sarah não o seguiu.

A partir do corte que tinha sofrido quando Dário o atacou de primeira, a silhueta de névoa começou a se dividir, até formar duas cópias independentes de si mesmo, cada uma carregando um refém e começaram a andar para lados diferentes, se afastando um do outro. Era impossível para Dário dizer qual dos dois era real, pois ambos tinham as mesmas sinas emanando de si.

Dário engoliu em seco e tentou raciocinar qual seria a melhor forma de lidar com aquela situação. Ele tinha sido muito descuidado invadindo a barreira de proteção sem um plano. Principalmente quanto tinha uma fraqueza tão óbvia na forma dos reféns. Por mais poderoso que fosse, ele não tinha o apoio das vítimas. Era muito mais difícil salvar pessoas sem a colaboração delas e por mais rápido que ele fosse, ele não era rápido o suficiente para lidar com tudo o que estava acontecendo ao mesmo tempo.

O terrorista por outro lado, não parecia dar a mínima para o fato de se ia sobreviver para ver o fim daquilo tudo ou não. Ele estava deixando claro que qualquer um a mais que pudesse levar consigo antes de ser abatido era lucro.

— Que tal? — a silhueta da esquerda falou — Gostou da minha jogada? — complementou a silhueta da direita. — Você não pode jogar se não estiver disposto a apostar tudo, não é? Que tal isso?

Ambas as silhuetas estalaram os dedos das mãos livres e ao mesmo tempo, quase uma centena de meteoros foram invocados dentro da barreira de proteção E permaneceram pairando no ar. 

Dário quase sentiu seu queixo cair. Ele estava completamente estupefato. Como aquilo sequer poderia ser possível? Não importa quantos ou onde caíssem, a destruição que causariam seria sem precedentes. Modéstia a parte, nem ele seria capaz de causar um ataque em larga escala tão devastador. Ninguém poderia, não sozinho.

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Ambientação Futurista, Controle Mental, Distopia, Dois Protagonistas, Identidade Secreta, Magitecnologia, Múltiplas Identidades, Pós-Apocalíptico, Protagonista Anti-Herói, Protagonista Overpower, Protagonista Subestimado, romance, Transtorno Pós Traumático

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