O Conselho das Estrelas - Volume 02 - A Primeira Excursão - Capitulo 17
17: Rádio Peão.
— Jefferson? Como tem coragem de nomear essa coisa? — bufou Laurindo, virando o rosto para evitar que a visão fosse profanada pelo aglomerado de imperfeições no formato de van.
— Eu me recuso a dar um nome para essa aberração… — disse Epaminondas de maneira depreciativa.
— Vocês não tem criatividade alguma! — protestou Luna, balançando a cabeça para os lados enquanto pisava no chão com força — O Jefferson é perfeito do jeitinho dele! — Ela iria defender sua opinião com unhas e dentes se fosse necessário, mas não esperava que recebesse uma resposta.
O ressoar do apito de trem pegou todos desprevenidos, pois tinham certeza que os guardas saíram da cabine do motorista. Aquilo poderia ser uma pegadinha de mal gosto ou falha no equipamento interno, mas no fim, perceberam que o automóvel chamou a atenção de propósito.
— Finalmente, alguém que me entende… — disse Andreia com a expressão confusa, como se tentasse decodificar uma mensagem.
— E-ei, de onde você tirou isso? — questionou Sugiru confuso.
— A-a van, ela acabou de falar!
— O quê? — Laurindo esbravejou em tom de zombaria — Isso não é possível!
— Isso é mais comum do que você pensa, meu caro Laurindo — Cosmo interviu — Algumas pessoas guardam algum objeto com um forte valor sentimental, pode ser um cobertor, anel, até mesmo um carro! Quando entram para o Conselho das Estrelas, existe a probabilidade deste item se tornar uma extensão do indivíduo — Em seguida, o professor se virou para Antares — Deixarei as apresentações com você!
A segurança soltou um leve grunhido, mas em prol do entendimento dos alunos, jogou as correntes no chão, fechou os olhos e estendeu o braço direito para convocá-las. O som de metal fisgou a atenção da turma no mesmo instante, reagindo ao comando telepático de retornar à sua portadora. Assim o fizeram.
As ligas se moveram de forma lenta e graciosa como serpentes até se entrelaçarem nos braços de Antares. Os guardas vibraram com o fenômeno, pois não esperava menos da colega que trabalha ao lado da imponente Ursa Maior. O quinteto permaneceu em silêncio, mas estava com os olhos arregalados.
— Eu guardo essas correntes desde a minha adolescência, e desde então, eu nunca me separei delas — afirmou a mulher com um olhar nostálgico — Nem devem imaginar a minha surpresa quando vi que me seguiram até aqui!
— Elas disseram: fiquem surpresos, novatos. O nosso laço é inquebrável! — respondeu Andreia.
— Você consegue entender o que elas falam… — Luna foi incapaz de conter a empolgação com a descoberta, e chacoalhou as mãos da morena com uma força absurda — Você é incrível! Tem mais alguma carta na manga além de ler mentes? Eu consigo petrificar pessoas!
— É, eu imagino… — Ela manteve o sorriso forçando, apenas esperando o momento da pequenina se acalmar.
— Então, o que acharam dessa pequena dinâmica em equipe? Suas ideias, gostos e preferências se uniram para criar essa… Maravilha exótica! — disse Cosmo sendo o mais resiliente da situação — Ouso dizer que esse visual incorporou a essência da nossa turma!
— Se está dizendo que essa coisa é uma catástrofe, acho que nos representa muito bem! — O sarcasmo de Laurindo fez os colegas a encararem com rostos fechados.
— Não está tão ruim, grandalhão — respondeu Andreia — Talvez veria as coisas de um lado mais positivo se reclamasse menos.
— Se você não quer ouvir umas boas verdades, é melhor não se intrometer na conversa dos outros!
— Tá achando que é meu pai pra me dar ordens? Você que tome vergonha e vista algo decente, seu marmanjo asqueroso!
— Estrelinhas, não é o momento ideal para discussões…
— Fiquem quietos jovens! Apenas aceitem que uma locomotiva a vapor seria melhor! — Epaminondas bufou, esbanjando convicção.
— Não fale isso, seu velho malvado! Vai machucar os sentimentos do Jefferson — retrucou Luna.
— Parem com isso, agora! — A fala do professor mostrou firmeza, mas apenas o apito da van foi o bastante para encerrar a discussão.
— A-a van disse para escutarmos o que ele tem a dizer… — respondeu Andreia, engolindo em seco.
— Obrigado… — Após cumprimentar o veículo, o professor continuou — No ambiente de trabalho, encontrarão pessoas com pontos de vistas opostos aos seus. É normal ocorrer brigas e desentendimentos, mas quando há um momento de tensão, é imprescindível que coloquem as diferenças de lado pelo bem maior! As sugestões da van foram apenas um teste, mas o suficiente para que entendam como o espírito de equipe é importante.
A ficha demorou para cair, mas as cinco estrelas eram as responsáveis por aquela bagunça criativa, sem contar a pequena discussão entre os seguranças no meio do alvoroço. Uma trilha de bochechas rosadas surgiu nos rostos deles, enquanto desviavam olhares na tentativa falha de se sentirem menos culpados.
— Infelizmente, eu não enxergo uma equipe em vocês… Por enquanto. Teremos muito tempo para que possam se conhecer melhor e vou ajudá-los nesse processo de descoberta! Levem o resultado desta tarefa como um aprendizado, pois espero ver outra conduta na próxima vez que trabalharem juntos, entenderam?
— Sim professor… — sussurrou Luna olhando para baixo e segurando a barra da saia quadriculada.
— Não só você pequena Luna, quero ouvir de todos!
— Sim professor! — Todos repetiram em uníssono.
— Ótimo, vamos dar o nosso melhor e, acima de tudo, aprender bastante! Mal posso esperar para desbloquear o potencial de vocês! — Como sempre, Cosmo mostrou otimismo mesmo que, em sua cabeça, não tivesse a mesma sensação. E a jovem de cabelos crespos sabia disso como ninguém.
Tudo bem, ninguém disse que isso seria fácil…
…
— Mesmo que ele pareça novo e funcional, uma revisão pode ser muito boa para ele — afirmou o professor, olhando de canto para o veículo exótico.
— O quê? Vai chamá-lo de Jefferson também? — Um pequeno sorriso surgiu no rosto de Antares, lidando com a situação de maneira humorada.
— Eu não sei… Viemos até aqui para escolher um veículo novo, mas no fim, conseguimos outro companheiro! Veja como as Estrelinhas interagem com ele.
A dupla manteve os olhos fixos em Luna, que estava diante da porta de correr da van. As chamas ilustradas nas asas e as bordas da janela cintilando com trilhas de pedras preciosas disputavam a sua atenção, mas nada era mais intrigante que a possibilidade de se comunicar com o novo amigo.
— Nunca pensei que estaria viva para… Quer dizer, ter a oportunidade de falar com uma van! Há tantas coisas que eu gostaria de te perguntar, mas não faço a menor ideia do que dizer… — O automóvel moveu os retrovisores, gesticulando uma mensagem que somente a Escolhida era capaz de decifrar — Ei, Andreia, o que o Jefferson está falando?
— Acho que ele quer saber o que você gosta.
— É sério? Vejamos… — A garota esfregou as têmporas na busca das melhores respostas — Eu gosto de cupcakes, nuvens macias e rostinhos fofos, todos na cor rosa! E você, o que…
Antes que pudesse terminar, a porta deslizou de maneira lenta e misteriosa, revelando uma parte do lado de dentro da van. Aquilo foi visto como um convite à única estrela que lhe deu o devido reconhecimento.
— V-você quer que eu entre? — Luna perguntou, intrigada com o que iria encontrar — Quanta gentileza! Espero que não se incomode.
Os olhos da pequenina brilharam quando cordões de pisca-pisca ascenderam de forma progressiva, revelando o interior da van. Haviam oito bancos, dois na direita, três na esquerda e o restante no fundo. O revestimento de couro macio e bem conservado deles no mesmo instante, nem parecia que pertenciam à uma lataria prestes a ser descartada.
O mais interessante estava na customização do ambiente, repleto de com desenhos, citações e até mesmo itens que definiam a personalidade das cinco estrelas. Era como se cada espaço demarcasse o lugar onde cada um iria se sentar, e ao mesmo tempo, atendendo as preferências de quem gostava de ficar ao lado da janela ou afastado de contato físico.
— Isso é incrível, Jefferson! — comemorou Luna — Pessoal, vocês precisam ver isso!
Enquanto ela enfrentava o dilema de apreciar as ilustrações de cupcakes e contar a quantidade de nuvens coloridas nas paredes, a curiosidade levou Sugiru a se aproximar de Jefferson, os passos contidos indicando o receio do novo colega fosse avançar em sua direção sem motivos.
— E-então, e-eu sou um rapaz simples, não temos muitas ambições ou criatividade de… — O rapaz virou o rosto, questionando se o ato de conversar com um automóvel consciente era realidade ou mais um efeito do baque sobre o Pós-Vida — Talvez um belíssimo pôr do sol não seja tão ruim…
E assim, as luzes coloridas piscavam sob o assento ao lado de Luna, com a janela decorada com o calor aconchegante que apenas os tons de amarelo e laranja proporcionam à paisagem do sol poente. Laurindo e Epaminondas ficaram intrigados com o fenômeno, mas paralisaram ao verem que Jefferson fechou a porta no momento que o asiático entrou.
— Ei, eu ordeno que abra, sua lata velha! — gritou o fisiculturista enquanto gastava toda a energia na tentativa ineficaz de liberar o caminho. As veias saltavam para fora, o suor escorrendo por baixo da touca negra e os gemidos de dor evidenciaram a dificuldade de executar uma tarefa tão simples — Eu vou pegar leve com você, só me deixe en…
Os esforços do fisiculturista eram tão insignificantes que Jefferson fez a gentileza de liberar o caminho, mas somente depois de abrir a porta com muita rapidez. Seu principal opressor foi arremessado como um saco de lixo, sendo obrigado a sentir o gosto de poeira enquanto Epaminondas se acomodava em um dos assentos.
Dentro da van, os dois se concentraram nos pequenos objetos expostos em uma pequena estante ao lado, variando entre réplicas de charutos e a coleção de bonecos referentes aos desenhos favoritos do fisiculturista.
Mesmo que não fossem de verdade, os tubos que representavam a forma mais sofisticada de adquirir doenças respiratórias incomodavam Sugiru, que manteve o olhar fixo para a belíssima pintura do sol poente. Ao menos ele tinha algo para observar, diferente da tão venerada Escolhida.
Sentando um banco atrás do asiatico, foi obrigada a se contentar com a parte comum do ambiente. Nada espalhafatoso, apenas o tom de cinza refletindo o que se passava em sua cabeça naquele momento. Não havia qualquer motivo para esboçar ideias na lataria de Jefferson, pois queria manter o mínimo de integridade que ainda lhe restava.
Estar na presença daquelas estrelas era o preço que precisava pagar se quisesse saber mais sobre o propósito no Conselho das Estrelas, e o passeio entre a miríade os pensamentos foi interrompido assim que Cosmo e Antares subiram na cabine de motorista, esperando a abertura da escotilha para saírem da Detenção.
— Vejo que estão bem acomodados! — disse o professor por meio de uma janela que possibilitou a vista da cabine de passageiros. — Estão prontas? Temos uma longa viagem pela frente!
— Vamos logo, eu quero ver o Jefferson voando! — respondeu Luna saltitando no próprio assento.
— Tudo bem, só preciso ver como mexer com essas coisas — resmungou Antares, encarando um painel de botões coloridos ao lado do volante.
Em meio aos acenos dos seguranças, os outros funcionários abriram a escotilha central para a saída de Jefferson, que sacolejou quando se levantou do chão e soltou muita fumaça. Antares, que estava no banco do motorista, testava as funcionalidades do veículo com certa dificuldade, pois estava incerta se ele poderia operar como um carro normal.
O trajeto até a saída da garagem foi lento e turbulento, e assim que foi alcançada, a força gravitacional das estradas lácteas o puxou para baixo. Ninguém contava que a jornada começaria com uma descida íngreme.
Em poucos segundos, a van assumiu o papel de um carrinho de montanha-russa. Diferente das reações animadas de Laurindo, os outros gritaram tão alto chamou a atenção das estrelas ao redor, somente para ver o que iria acontecer depois.
— Segurem-se firme! — exclamou Antares que dependeu das correntes para pisar nos freios, enquanto manteve o volante firme na esperança de que a van não derrapasse na pista.
A velocidade jogou o automóvel para os céus quando chegaram na subida mais próxima, e com o pressionar frenético no painel de controle, as turbinas foram acionadas. As estradas nebulosas ficaram no passado agora que a imensidão do vácuo espacial se tornou o novo limite. A partir daquele momento, Jefferson foi consagrado como o primeiro automóvel voador do Conselho das Estrelas!
— Eu vou me ferrar muito com essa coisa! — falou a mulher num tom depreciativo, apenas para Jefferson chacoalhar o banco do motorista como resposta à ofensa.
— Não é o veículo mais perfeito do mundo, mas vamos ter que nos acostumar. — Após dar um pouco de motivação para a colega, Cosmo virou-se para ver o estado de seus alunos pela janela que dividia as cabines. — Essa foi uma descida e tanto, estão todos bem?
— Isso foi incrível! — exclamou o fisiculturista empolgado. — Vamos de novo!
— Por favor, não! — Os outros colegas expressaram o pânico em uma só palavra, cortando o barato de Laurindo que ficou de braços cruzados e fez uma careta emburrada.
— Muito bem Antares, a rota para o Setor de Manutenção está traçada?
— Chegaremos mais cedo do que o planejado graças a nossa “vantagem injusta”. Mas quem diria, há momentos atrás estava trabalhando como uma segurança normal, agora vou explorar a galáxia em uma van mágica com cinco esquisitões e um grande amigo!
— Certamente vamos rir bastante quando isso tudo acabar. Nossa excursão está apenas começando!
…
Com o início da jornada, chegou o momento de mudarmos o foco por um breve momento. Lembre-se que o Conselho das Estrelas é colossal, e seus arredores precisam ser monitorados com frequência para que medidas sejam tomadas quando as coisas saírem do controle. É por isso que os Vigilantes estão sempre atentos.
Cada funcionário residia em torres listradas de vermelho e branco, com um gigantesco telescópio que lhes permitiam observar toda a região que lhes foi designada. Por isso, era óbvio que um automóvel voador não passaria despercebido. Para o azar da nossa turma de desajustados, os Vigilantes gostam de passar notícias bombásticas adiante.
— Miga, é muito mais que um carro voador, eu te ga-ran-to! — falou um vigilante de voz afeminada segurando uma pedra na frente da boca, enquanto manteve o olhar atento na van que saia da Detenção. — A Escolhida está lá dentro!
— Aquela garota fofa de cabelos crespos que fez um baita estardalhaço? — A colega do rapaz lhe respondeu com muito entusiasmo. — Para onde ela está indo? Me fala, me fala!
— Amore, eu sou um es-tra-go com previsões, mas se o carro seguir reto, eles vão parar no Setor de Manutenção.
— Não creio! Não posso deixar uma bomba dessas passar!
— Isso mesmo miga, passe a moral pro Altair porque o babado é quente! — E com o aviso dado, o vigilante encostou na pedra com o dedão e a ligação foi encerrada.
…
— Altair, esse bafo é dos grandes! — falou a garota de maria chiquinha e macacão azulado quando entrou numa chamada de voz por meio da mesma pedra mágica. — A nova Escolhida está indo fazer uma manutenção! É muito sério, passe a informação adiante pois é uma verdade nua e crua!
— Cacilda, isso é realmente um furo de primeira, Castula! — Altair, o jovem moreno que utilizava o mesmo macacão que a garota, se virou para um colega ao lado — Ouviu essa, Biham?
— Isso é uma grande notícia, sem sombra de dúvidas. — respondeu o homem com uma voz robotizada — Irei passar essa informação para mais pessoas agora mesmo.
Por um instante, Altair não acreditou que ele estava falando sério, mas percebeu que era tarde demais para impedir o homem que se jogou da sacada da torre, rumo à imensidão do espaço sideral. Biham se deparou com a possibilidade de cair num vácuo interminável, pois um veículo passou metros abaixo e amorteceu a queda de maneira improvisada.
O homem desprovido de fios capilares teve de se contentar com a textura grudenta da carga dupla levada por um caminhão que apareceu por acaso. A viagem entre odores fétidos seria longa, mas o importante era que a informação fosse compartilhada.
Dos motoristas que ouviram Biham, até um grupo de Zeladores nas proximidades. A notícia de que a Escolhida foi avistada se tornou o assunto do momento nas Serpentes Siderais, rodovias e nas praças com alta circulação de funcionários. A esperança era que, em pouquíssimo tempo, os supervisores e a Ursa Maior tivessem ciência deste fato.
Mas onde eles estavam no meio de tanta confusão? No local onde nenhuma estrela comum teria coragem de pisar. Uma simples via nebulosa utilizada somente por veículos da alta hierarquia que levava para a gigantesca construção no formato de um pião flutuante. O lugar se tratava da Távola Redonda, onde ocorriam reuniões e debates sobre o futuro do Conselho, localizado no coração da filial.
Os seguranças que vigiavam o portão de entrada ficaram tão entretidos com a fofoca que deixaram o calor do momento subir à cabeça. Ninguém pensou duas vezes antes de adentrar em “solo sagrado” e espalhar a sua mensagem para todos!
Houve a leve impressão de que um coral de anjos anunciaram a chegada dos grandes mensageiros, algo que fez os membros da reunião se levantarem de seus respectivos assentos. Não haviam palavras que pudessem expressar o quanto se sentiam minúsculos e impotentes diante dos supervisores e da própria Diretora.
Estavam ao redor de uma gigantesca mesa circular, onde pedras de cores distintas transmitiam hologramas sobre coisas que eles não saberiam responder caso fossem questionados. Apesar de terem inúmeras estrelas, havia uma cadeira vazia…
Os olhares de irritação se voltaram para o grupo, julgando a presença e as palavras mesmo que não fossem proferidas até o momento. Porém, não era hora de demonstrar medo. Sem tempo a perder, o mais corajoso dos seguranças deu um passo à frente e falou:
— Olá seres de luz divina, eu e meus colegas somos humildes seguranças, mas temos uma que será do interesse de todos vocês. Portanto, me ouçam com muita atenção!
Houve alguns protestos entre os supervisores, mas uma grande parcela mostrou-se intrigada com o que tinham a dizer. Aquela era a grande chance que todos os funcionários do Conselho almejavam, de serem ouvidos pelas estrelas da alta hierarquia e, se a sorte vier à tona, subirem na carreira.
Por fim, o nobre segurança juntou todas as energias restantes e as distribuiu para as cordas vocais, de modo que a frase tão esperada saísse como a profecia que iria definir o rumo da galáxia, e que todos pudessem ouvi-lo com clareza.
— Queria dizer para todos vocês… Que a Escolhida tem um cão!