O Conselho das Estrelas - Volume 02 - A Primeira Excursão - Capitulo 19

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19: Começando Com o Pé Esquerdo. 

Nossa próxima parada não é o lugar mais elegante da galáxia, mas estaríamos perdidos sem o conhecimento e perseverança de seus funcionários para resolver qualquer tipo de problema. Não importa o tamanho do maquinário, o Setor de Manutenção tem a missão de prolongar sua vida útil até a aquisição de um novo — O fornecimento das peças também ocorre lá. 

Dois portões no formato de engrenagens mantinham o corredor do almoxarifado bem fechado, contendo o maior acervo de parafusos, arruelas, chaves e ferramentas comparado aos depósitos da Terra. A estrutura no formato de meia-lua era conectada ao galpão localizado no centro da ilha, onde ficava a recepção e as salas de operações onde os técnicos realizam os reparos, todas separadas por uma barreira luminosa. 

A rotina variava entre aqueles que entregavam os equipamentos na bancada de atendimentos e aguardavam a entrega do modelo consertado, e outros que precisavam gastar séculos na fileira de bancos lidando com a cacofonia de estalos, batidas e soldas que ocorria do outro lado. Tirando isso, não havia nada que pudesse acabar com a paz do local… 

— C-como essa geringonça conseguiu voar? — questionou um homem segurando o sobretudo de Cosmo com uma força considerável — Um automóvel desses não possui a aerodinâmica necessária para alçar voo. Não me venha dizer que foi “mágica”!

Muitas coisas aconteceram desde que a turma chegou ao Setor de Manutenção. Uma legião de estrelas permaneceram incrédulas ao verem Jefferson aterrizando no local como se fosse algo normal, e no meio delas, estava o sujeito que perdia as estribeiras à medida que pensava no que acabara de presenciar. 

Os técnicos precisaram colocar tampões de ouvido ou ficar na área externa graças ao alarde. As estrelas da recepção não pensaram duas vezes antes de escolher assentos mais afastados, deixando o pobre Cosmo lidando com o lunático. 

Sua voz era grave e intimidadora, podendo quebrar os vidros e equipamentos na bancada de atendimento se alcançasse notas mais altas. Uma reação inesperada para alguém com metade da altura do professor, além da cabeça tão brilhante capaz de refletir a imagem do teto esbranquiçado em alta definição.

— Como eu já te disse, nem eu mesmo sei como isso aconteceu! — Cosmo respondeu com sinceridade,  mas o homem não parecia convencido. 

— Como membro do Setor de Pesquisa e Desenvolvimento, irei confiscar o seu automóvel para fins acadêmicos! — alertou o rapaz, estando de pé no assento para igualar o nível da conversa — Não se preocupe, o senhor pode utilizar o meu carro para levar seus alunos onde quiser!

— Não mesmo! O Jefferson representa a essência da minha turma e jamais será uma cobaia sua! — O professor esbravejou, afastando as mãos do cientista com sutileza — Isso está fora de questão. 

— Você sabe que a Diretora proibiu o uso de veículos voadores por conta de acidentes técnicos, não é? Se estudarmos a composição da van e aplicar para os demais automóveis, podemos reverter essa limitação e melhorar o trânsito do nosso Conselho! 

— Por mais que eu seja um entusiastas pelos avanços que vocês proporcionam para nós, serei obrigado a recusar. Tenho cinco estrelinhas e uma amiga me esperando, não posso voltar de mãos abanando!

— Então, você não me dá outra alternativa… — O cientista tirou as luvas enquanto encarava Cosmo de forma ameaçadora — Teremos que resolver isso do… 

— Senhor Krax! Seu Fusca está com os dias contados! — Saindo de uma porta próxima do atendimento ao cliente, uma mulher de chapéu e macacão azulado chamou a atenção da dupla enquanto manteve os olhos fixos na papelada — Suas tentativas de transformá-lo em um carro voador danificaram o motor a um ponto tão crítico que nem mesmo uma troca irá resolver o problema. 

— Como é? Eu não acredito em uma besteira dessas! — O homem de jaleco gritou, pulando no assento como se fosse uma criança birrenta — Vocês não são capazes de adaptar a estrutura do motor para que ele forneça a energia necessária aos propulsores? 

— Nosso dever é corrigir o erro que muitas estrelas realizam por acidente, mas estou tão acostumada em ver o senhor por aqui que deve ser de propósito. Espero que arranje uma carona nesse meio tempo, pois vamos informar ao seu supervisor que está proibido de dirigir qualquer automóvel desta filial! 

A mandíbula de Krax caiu no instante em que a resposta atravessou os ouvidos. As mãos tremiam e a respiração acelerada só de pensar nos direitos sendo revogados sem qualquer cerimônia. Isso não teria acontecido se tivesse mantido os bons modos durante a conversa… Ou se o professor jamais trouxesse uma máquina tão extraordinária como Jefferson para o Setor de Manutenção. 

Tudo que lhe restou foi engolir a derrota em seco e se retirar, torcendo para que o próximo trem das Serpentes Siderais não estivesse lotado. Passou ao lado do rapaz de trajes elegantes, e lançou um olhar de canto aterrorizante antes de atravessar a porta da recepção. Ele irá se lembrar daquele momento por séculos. 

— O senhor possui um veículo fora do comum, Professor Cosmo — afirmou a mulher quebrando o silêncio — Se soubéssemos que a van tinha consciência própria e um comportamento hiperativo, nossos técnicos não estariam hospitalizados em estado grave.

— Me surpreende que você esteja falando deste evento trágico com naturalidade… 

— Acredite, está longe de ser o pior caso que já vi na Manutenção… — Em seguida, a funcionária voltou a atenção para a papelada — Bom, identificamos uns amassados e pontos de ferrugem na lataria, mas nada que prejudique a aparência do veículo. Sugiro que não forcem o motor dele. Mesmo que seja velha, não é sempre que vemos uma van voadora por aqui!

— Isso quer dizer que ele está em boas condições?

— Sim, mas se aceita um conselho: evite chamar muita atenção com ele. Aquele homenzinho que acabou de sair tem o sonho de criar a próxima invenção revolucionária do Conselho, e deve estar tramando alguma coisa para roubar o seu automóvel. Tome muito cuidado de agora em diante.

— Entendido. Muito obrigado pela ajuda, madame… Lux! — respondeu Cosmo ao olhar de relance para o crachá da mulher — Pode me levar até ele? Tenho uma excursão para realizar!

…

Todos que passavam na fachada do galpão se depararam com um pequeno, e exótico, grupo de estrelas ao lado do portão. Eles se tornaram o centro das atenções desde que desceram da van voadora que foi levada ao conserto, e seriam bombardeados com toda a sorte de perguntas se não fosse pela presença da segurança com o colete rasgado e olhar ameaçador. 

Luna, a garota de cabelos rosados e saia quadriculada, se escondia por trás de Antares com o misto de curiosidade e receio. A vontade de descobrir mais sobre o local e os visitantes atuava como o sussurro de uma péssima influência em seu ouvido, pois qualquer movimento iria comprometer a privacidade da turma.

Tamanha imprudência iria desencadear a fúria de Laurindo. O traje de empregada doméstica e os músculos em exposição foram a melhor tática para desviar a atenção do idoso que estava se escondendo atrás de Sugiru e Epaminondas. Ambos foram obrigados a ceder o jaleco e uma gravata vermelha com o objetivo de mascarar a identidade da garota mais comentada da galáxia. 

— Quanto tempo isso vai levar? — perguntou Andreia, coçando o pescoço de forma agitada — Não sei se vou aguentar mais um segundo com essas roupas finas! 

— Eu ouvi gritos lá dentro, será que ele se meteu em uma briga? — Luna encarou o portão com brilho nos olhos enquanto deixava a imaginação correr solta. 

De repente, um apito ressoou por todo o local. A camada fina de fumaça se formou em resposta ao ronco distante do motor e, e depois de alguns segundos, Jefferson estacionou na frente da turma. As estrelas ao redor ficaram indecisas sobre sair dali o quanto antes ou admirar a beleza exótica da van voadora. 

— Por que demorou tanto? — perguntou Antares com uma careta emburrecida — Tem ideia de quantos depravados eu tive que afastar da Escolhida? 

— Nem consigo imaginar, mas fico contente que você permaneceu ao lado deles! — O professor respondeu enquanto saia da cabine de motorista — Como podem ver, nosso colega de viagem passou por uma breve revisão e está cheio de energia! — O veículo concordou ao girar o retrovisor. 

— Ficou maluco? Como eu posso ser fofa se pareço um mendigo? — berrou Andreia, captando a mensagem de Jefferson. 

— Se te desagrada tanto assim, devolva o meu jaleco! — bufou Epaminondas — Não foi feito para gente que não entende a importância de uma roupa dessas. 

— Não vamos exaltar os nervos, minhas Estrelinhas. Temos uma galáxia inteira para explorar!

— Mas o que você pretende fazer com tudo isso? — questionou Laurindo — Está fazendo muito suspense com essa “programação especial”. 

— Bom… Tem razão Laurindo, não há motivos para esconder isso — Depois de ajeitar a gravata borboleta, Cosmo levantou os braços para chamar a atenção — Peço que todos se aproximem do Jefferson, tenho um grande anúncio a fazer! 

Com certa relutância, as estrelas caminharam até a van e encostaram na porta de passageiros. O silêncio proporcionou alguns minutos angustiantes até que o rapaz da cartola esbranquiçada esfregou as mãos, e com um sorriso de canto, colocou os dons mágicos para funcionar. 

O gesto repetitivo resultou na criação de uma pequena esfera azulada. Os olhos da turma o seguiram assim que o professor arremessou, e de repente, se dissolveu em névoa da mesma cor. Aos poucos, era possível identificar as imagens de cometas, das pontes que conectam cada ilha e toda sorte de construções desenvolvidas pela arquitetura humana. A mesma representação holográfica apresentada na Cúpula da Iniciação. 

— O Conselho das Estrelas é composto pelos mais diversos tipos de departamentos, e terei a honra de levá-las para conhecê-los! Meu plano é realizar uma gigantesca excursão para que possam desenvolver suas habilidades enquanto conhecem a nossa magnífica empresa.

— Uma excursão? Que demais! — Luna saltou com bastante energia por conta da notícia — Qual será o primeiro lugar que vamos visitar? Quantos setores estão planejados até o fim da nossa grade curricular? Vamos sair empregados no fim? 

— Tudo ao seu tempo, pequena Luna. Eu e a Antares vamos negociar um período de visita com os supervisores, mas enquanto isso, vou lhes mostrar um pouco da rotina de uma… — O raciocínio de Cosmo foi interrompido por um barulho agudo e abafado, vindo do colete da sua fiel companheira. 

— Me desculpem. Pode continuar a explicação — respondeu Antares, saindo às pressas para se afastar do grupo. 

A inconveniência sonora foi produzida pela joia tingida de verde-água em seu bolso, revelando uma caixa de mensagens holográficas ao clicar no botão localizado na parte de cima. Ela havia acessado o Canal de Denúncias, a coleção das mais diversas reclamações de supervisores e funcionários comuns. 

Uma notificação se destacou entre as demais, o texto vermelho indicando que precisava ser lida com extrema urgência. As pupilas de Antares passeavam de um lado para o outro à medida que a frase, curta e direta, resultou na quebra do último resquício de tranquilidade. 

“Fugindo do seu dever, Antares?” — Bellatrix.

Aquelas palavras vinham de, ninguém menos, que a estrela mais reclamona da galáxia. A segurança perdeu a conta de quantas vezes os colegas sofreram nas mãos da Supervisora dos Tecelões, e cada solicitação virava um tópico recorrente nos raros momentos de descanso. Era possível que fosse apenas uma provocação mesquinha, mas que não deveria sair impune sob hipótese alguma. 

Antares deixou as formalidades de lado e iniciou uma chamada holográfica — semelhante às ligações de vídeo realizadas na Terra. Sua respiração era lenta e pesada, como se reunisse as forças necessárias para manter a postura e não soltar boas verdades na cara de uma estrela que está abaixo da Ursa Maior na pirâmide hierárquica.

 Levou alguns segundos até a imagem da mulher ser refletida na pedra. A expressão mórbida não fazia jus ao seu visual elegante. A blusa esbranquiçada de mangas longas presa por um espartilho preto e saia da mesma cor. O cabelo curto e sedoso, a coloração loira escondendo as orelhas e transmitindo a imagem de alguém com bastante influência. 

 — Senhora, lamento pela chamada repentina mas confesso que não entendi a sua mensagem — respondeu Antares, forçando um tom amigável — Houve alguma reclamação que deixamos passar?

— Puxa… Por onde eu começo? — Bellatrix manteve os olhos atentos na mão direita, hipnotizada pelas unhas pintadas como o céu estrelado — Aquelas enxeridinhas das Ursas Menores me perseguiram até a Távola Redonda e causaram uma comoção sem precedentes. Isso não teria acontecido se tivessem reforçado a segurança do meu setor!

— E-eu sinto muito por isso. Vamos providenciar uma solução rápida para isso assim que possível… 

— Nem se preocupe com isso. Eu sei que está ocupada demais ajudando o seu amiguinho do que cuidar das próprias responsabilidades. As pirralhas contaram tudo na frente dos supervisores, inclusive para a Diretora. 

— Como é?

De longe, a turma percebeu que Antares estava demorando muito para verificar uma simples mensagem, e somente quando Cosmo se virou, entendeu que a situação era mais séria do que havia imaginado. 

— E essa nem é a pior parte, você ajudou o pior professor do Conselho a sequestrar a Escolhida — continuou a supervisora. —  Não se cansou de viver com estrelas medíocres? Você é o braço direito de uma constelação, não uma babá de fracassados.

— Ele está dando o seu melhor para dar um futuro digno aos alunos, e reconheço isso como uma atitude louvável.

—  Sim, deixar a garota perto de quatro desequilibrados é uma atitude louvável — A loira olhava para os lados na busca de algo para se distrair, a entonação mantendo o deboche de costume — Faça a coisa certa e leve-a para longe, certamente estará mais segura em um lugar… 

— Como o seu setor? Com todo o respeito, a senhora está pensando apenas no que pode ganhar com a contratação dela!

— E estou errada? Sabe quanto tempo eu esperei por um profissional de excelência nessa espelunca? Já fazem séculos que nenhum Escolhido vem para a filial da Terra, e agora você insiste em mantê-la sob os cuidados daquele inútil…. Achei que você fosse mais inteligente, queridinha. 

Por mais que estivesse longe, a voz de Bellatrix chegou aos ouvidos da turma e a introdução da grade curricular foi encerrada sem qualquer cerimônia. Ninguém conseguiria se concentrar sabendo que Antares levava a culpa de ser uma boa amiga por alguém que apenas visava o benefício próprio. 

Porém, ela não iria tolerar a humilhação gratuita. Naquele momento, a etiqueta social e a postura profissional seriam jogadas no lixo em prol do que ela acreditava, independente de quem fosse a estrela que receberia sua mensagem. 

As palavras saíram de maneira firme e direta, mas atuaram como flechas no coração orgulhoso de Bellatrix, quebrando o espírito de autoridade em questão de segundos. 

— Na verdade, eu achei que fosse mais profissional, Supervisora dos Tecelões! 

— O que você disse? — A afirmação fez a loira errar a pincelada de esmalte, manchando as unhas com um tom destoante de amarelo.

— Você está cobrando demais por alguém que está com medo, confusa e pouco acostumada com o Pós-Vida, e pior, já criou um preconceito com seus quatro colegas sem tê-los conhecido. Cada uma daquelas estrelas são inexperientes, indisciplinadas, despreparadas para o mercado corporativo, mas vou ajudá-las a superar esses obstáculos!

— E como vai fazer isso? Depositar sua confiança no professorzinho? Vá em frente, tenho certeza que a Escolhida terá um futuro brilhante com ele por perto! 

— E nenhum futuro brilhante acontece se não começarmos com o pé direito! — disse Cosmo, se aproximando da melhor amiga com um sorriso no rosto. Em seguida, estendeu a mão indicando que assumiria a ligação. 

— Cosmo… — Antares o encarou com dúvida, mas entregou o objeto sem questionar, deixando o rapaz de frente com a temida supervisora. 

— É um prazer em te conhecer Bellatrix, Supervisora dos Tecelões — O jovem respondeu de forma cordial, deixando a loira ainda mais confusa — Não sei se ouvi direito, mas você disse que a Escolhida estaria mais segura no seu setor? Isso é uma ótima ideia! 

— O-o quê? — Bellatrix foi obrigada a firmar a postura, não podia deixar um simples fragmento de descrença escapar — É claro que sim, estou surpresa em ver que concordamos com alguma coisa… 

— Estou organizando uma excursão para os meus alunos conhecerem mais sobre o Conselho, e o Setor dos Tecelões seria o local perfeito para a nossa primeira visita! Será uma experiência inesquecível!

— Isso não pode ser sério… Ficou com pena da sua amiguinha e veio defendê-la?

— Muito pelo contrário, madame! A Antares está realizando um ótimo trabalho em manter os nervos da minha turma sob controle, e ao lado dela, quero ser o exemplo de como ser uma estrela de verdade. Temos confiança que irá se impressionar com o quanto minhas Estrelinhas podem aprender se agendarmos essa visita. 

— Professor Cosmo, suas palavras expressam um otimismo incapaz de desfazer a péssima imagem que o cerca — debochou a supervisora, estirando as pernas sobre o apoio de uma gigantesca poltrona de couro — A menos que tenha um bom motivo para que eu aprove esta loucura, sigo fechada para negociações. 

— Entendo… Eu estava imaginando como a Escolhida seria acolhida pelos seus funcionários enquanto vive a rotina de uma tecelã. Não acha que eles iriam amar conhecê-la pessoalmente? 

— Sim, você tem um ponto… 

— Eu diria que a senhora tem uma chance valiosa nas mãos — respondeu Antares, que encostou ao lado de Cosmo para aparecer na chamada holográfica — Sabia que os Escolhidos possuem o direito de escolher o setor onde vão trabalhar? 

— O quê? I-isso não era um boato vindo das outras filiais! — Os olhos de Bellatrix se arregalaram por um instante, as mãos apoiadas sobre a mesa como se precisasse manter a postura dominante a qualquer custo. 

— E brinde, terá quatro visitantes que podem se tornar grandes adições à sua equipe — Cosmo continuou — A fiel subordinada da Ursa Maior ficará responsável pela segurança enquanto eu, o professor, darei o meu melhor para guiá-los na direção certa. Tudo que pedimos é seu voto de confiança. Então, temos um acordo? 

Mesmo que o orgulho de Bellatrix falasse mais alto, o professor e a segurança jogaram as melhores cartas à disposição com a esperança de traçar uma rota para a excursão do quinteto de primeira viagem. Os mesmos nem conseguiram ouvir os pontos mais importantes da discussão, apenas ficaram perplexos com a geração de hologramas por meio de pedras mágicas. 

O depoimento das Ursas Menores seguia fresco na mente, e compartilhou a mesma opinião que os demais supervisores sobre recuperar Andreia o mais breve possível. Mas, agora que o destino a levou direto para fora da zona de conforto, não deixou de ponderar sobre a proposta de receber a nova celebridade do momento na porta do próprio setor.

Os olhos azulados de Bellatrix brilhavam como as safiras mais raras do universo, realçados por um sorriso de canto que deixava escapar a leve excitação sobre o futuro. As reflexões ficariam para outro momento, pois a resposta foi proferida de forma calma e direta. 

— Traga suas “Estrelinhas” para cá. Vejamos se elas são capazes de se tornarem grandes tecelões! 

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